9 de janeiro de 2008
Sobre a ractificação do Tratado de Lisboa.
José Manuel Faria
"A melhor das pérolas é que o tratado é ilegível, pelo que os cidadãos não iriam entendê-lo, então para quê realizar eleições nas quais os partidos se apresentam com programas económicos? Quantos cidadãos sabem realmente o que é um défice? E programas de justiça? Quantos eleitores já leram o Código Penal e o Código do Processo Penal, ou sabem sequer a diferença entre os dois?"
"Alguém imagina o primeiro-ministro espanhol colocar nos jornais a informação de que tinha pedido autorização a Brown, Merkel e Sarkozy para fazer um referendo?"
Henrique Burnay
"Não cumprir promessas já não é defeito, é feitio."
Daniel Oliveira
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6 de fevereiro de 2007
Luís Villas-Boas desvincula-se de movimento do ‘não'
Segundo o barlavento.online, "O psicólogo clínico sublinha ainda que «não está em referendo e é bom que nunca esteja» o «respeito profundo que tenho por mais de 100 mulheres que lutam dia e noite, no Refúgio Aboim Ascensão, pelo direito à família».
«Quanto ao direito à vida no ventre de cada uma delas», salienta, «essa é matéria de suas próprias consciências». "
Ainda segundo a mesma fonte, Luís Villas-Boas considera que a «progressiva radicalização interventiva, a par da clara partidarização do referendo de 11 de Fevereiro» o levaram a essa desvinculação.
5 de fevereiro de 2007
30 de janeiro de 2007
Basta de Hipocrisia
"Eles dizem-se “pela vida”!
Que fervor!
Que ânimo!
E quem construiu a segurança social em Portugal?
Quem aumentou as licenças de maternidade e paternidade?
Quem luta pelos direitos dos trabalhadores?
Quem edificou o Serviço Nacional de Saúde?
Quem lutou contra o envolvimento de tropas portuguesas no Iraque?
Somos nós, os defensores do SIM, pela morte?
Basta! Basta de hipocrisia!
Deste Portugal pequenino e mesquinho!
Deste “Portugal amordaçado”!
Votar NÃO é manter as mulheres abandonadas à sua sorte, com ramos de salsa, medicamentos para as úlceras, agulhas de tricô...
Claro que as filhas, as mulheres e as amantes dos “Senhores da Vida” irão confortavelmente a Badajoz ou a Vigo. Ou simplesmente falar com um ginecologista amigo.
Sem vergonha!
Sem valores!
Sem princípios!
Portugal pequenino e amordaçado!"
A interrupção voluntária do diálogo
29 de janeiro de 2007
Católicos moderados falam sobre o aborto.
Felizmente, até para a imagem da Igreja Católica, que alguns dos muitos católicos moderados resolveram dar a cara em ralação ao aborto, mesmo que desalinhados com as directivas da hierarquia da Igreja.
Frei Bento Domingues, num relevante artigo publicado ontem no jornal "Público", afirma: "Creio que é compatível o voto na despenalização e ser - por pensamentos, palavras e obras - pela cultura da vida em todas as circunstâncias e contra o aborto".
E ainda que: "É saudável, é normal que a lei de um Estado laico não tenha que estabelecer o que é bem e o que é mal sob o ponto de vista religioso. Não desejaria ver os Estados europeus a adoptarem regimes equivalentes aos da Arábia Saudita ou do Irão: o Estado e a sociedade regidos pela lei ou pela ética religiosas".
E por fim: "O "sim" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, dentro das dez semanas, é contra o sofrimentos das mulheres redobrado com a sua criminalização. Não pode ser confundido com a apologia da cultura da morte, da cultura do aborto, embora haja sempre doidos e doidas para tudo"
Outra voz moderada da Igreja a dar a cara é o Padre e professor de filosofia Anselmo Borges que num interessante artigo, publicado no DN (disponível aqui), salienta a diferença entre níveis de debate e afirma: "Sem esquecer os aspectos biológicos, o problema moral e as suas raízes filosóficas e religiosas, o que se pergunta é se a mulher que aborta, num determinado quadro legal - se cumprida, a actual lei bastaria -, deve ser penalizada".
E conclui: "No seu drama, em lugar de uma punição penal, do que ela precisa sobretudo é de solidariedade."
23 de janeiro de 2007
Parlamento dinamarquês apela ao "sim" no referendo em Portugal
"A mensagem, a que a Lusa teve acesso, é assinada pelo presidente e pelo vice-presidente da Comissão de Assuntos Sexuais e Reprodutivos das Mulheres do Parlamento dinamarquês, órgão onde "estão representados todos os partidos".
"É um apelo a que se vote 'sim' em Portugal porque se combate o aborto", afirmou Edite Estrela.
"O tema do aborto é referido no documento como "um assunto ético e sério", mas os signatários lembram que 95 por cento dos dinamarqueses "acham que a mulher deve ter o direito de escolher uma interrupção voluntária da gravidez segura e legal".
Segundo a eurodeputada do PS, o número de abortos "diminuiu na Dinamarca" desde que o país despenalizou a prática até às 12 semanas, em 1973."
1973, 12 semanas, por aqui podemos ver o quanto a nossa sociedade está atrasada. Para aqueles e aquelas que pensam abster-se ou votar não, pensem que todos os países desenvolvidos em que há despenalização, o numero de abortos baixou.
Podemos concluir que só votando no sim se pode mudar a lei e com isso fazer diminuir os abortos em Portugal. Está provado que esta lei não é capaz de o fazer.
