"Porque não pensar então em medidas mais radicais? Como, por exemplo, criar uma gigantesca zona offshore, de Beja a Bragança, onde os impostos sobre as empresas e as actividades económicas fossem diminutos? Uma coisa é certa, as finanças públicas não seriam muito afectadas, sobretudo no imediato. É que, segundo dados do Ministério das Finanças, as receitas de IRC cobradas em 2005 nos distritos de Bragança, Viana do Castelo, Guarda, Vila Real, Portalegre, Évora, Beja e Castelo Branco ascendem a 130 milhões de euros. Um valor irrisório que representa menos de 5% do total do continente e cerca de 1/10 das receitas cobradas nesse mesmo ano no distrito de Lisboa (1300 milhões de euros). E que equivale ao valor dispendido na construção de 26 quilómetros de auto-estrada. Ora, assim sendo, atrevo-me a formular a seguinte proposta: nos próximos 10 anos o Interior abdica de 260 quilómetros de auto-estradas em troca da redução do IRC para, vamos lá, 5%. Certamente que o Ministério das Finanças não se importaria com a troca e, assim o espero, os municípios e as suas populações também não."
É só uma ideia, que se deveria levar a sério.
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25 de fevereiro de 2008
2 de outubro de 2007
Algoritmo das Boas Ideias
No blog Avenida Central apresenta um post que não resisti a partilhar aqui. "Mais importante que discutir de quem foi uma ideia que, com toda a certeza, não foi minha é confrontar opiniões acerca do modelo a adoptar".E ainda: "Mais importante que discutir quem descobriu a pólvora, é perceber como é que podemos pôr a pólvora ao serviço das pessoas"
E apresenta o Algoritmo das Boas Ideias
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