17 de novembro de 2009

Vacina da gripe A: Risco vs Benefício

Ao longo dos últimos meses temos assistido a uma autêntica novela mediática a propósito da chamada gripe A. Não quero com isto dizer que esta gripe não seja perigosa nem que a devemos ignorar, mas, não obstante a sua grande capacidade contagiosa, esta gripe quase não tem consequência muito graves em pessoas saudáveis quando comparada com a gripe normal ou com outros tipos de doenças contagiosas.
Não querendo especular sobre eventuais interesses económicos que estejam por trás de todo este mediatismo, estranho é esta pressa em querer a toda a força vacinar o máximo de pessoas. Tanto mais quando houve muitos médicos a recusar ser vacinados e quando agora começamos (infelizmente) a conhecer exemplos de complicações de saúde em pessoas recentemente vacinadas e que antes eram saudáveis, nomeadamente grávidas que viram os seus fetos morrerem logo após terem sido vacinadas.
Todo o cenário montado à volta desta gripe tem algumas vantagens, nomeadamente a criação de hábitos de higiene mais rigorosos e efectivos, mas penso que se justifica interrogarmos-nos se os benefícios desta vacina justificam correr outros riscos eventualmente maiores.

4 comentários:

Mário de Sá Peliteiro disse...

Não concordo com 2 pontos:
1- «esta gripe quase não tem consequência muito graves em pessoas saudáveis» - Esta gripe tem consequências graves. Há milhares de mortos e haverá alguns milhares mais. Há muitos doentes da sua idade internados com complicações desta gripe - o que não é normal.
2- «quando agora começamos (infelizmente) a conhecer exemplos de complicações de saúde em pessoas recentemente vacinadas e que antes eram saudáveis» - Não há relação de causa-efeito comprovado, apenas rumores.

Quanto ao resto, não me leve a mal, não sendo o José Luís especialista da área porque não confia nas autoridades competentes, porque contribui, escrevendo este texto, para esta onda irracional e irresponsável (repare que esses tais profissionais de saúde de que fala não se atrevem a tomar posições públicas, nem argumentam com ciência ou evidências) de resistência à vacinação?

Tenho escrito sobre isto, se me quiser ler...
Abraço

Teresa Fidalgo disse...

Admito a minha ignorância nestes assuntos da medicina... Não tenho nenhuns. Mas de facto, continua a ouvir-se, dentro dos próprios profissionais de saúde, vozes discordante... muitas, aliás. Tanto no que se refere à garvidade da doença, do contágio (e incapacidade de prever se se trata de uma pandemia ou não), como aos benefícios / malefícios da vacina.
Para quem está de fora (como eu), torna-se muito mais dificil perceber os contornos exactos de tudo isto.
E... Dr. Peliteiro, eu até entendo a sua posição (é partilhada por muitos que percorrem nos meandros da medicina), mas a verdade é que também já ouvimos outros profissionais (competentes, também) falar a outras vozes. Bom, eu não pude ir ver o que escreveu a respeito deste assunto, porque os seus blogues restringem o acesso a utilizadores convidados, o que não é o meu caso... portanto sobre isso não me posso pronunciar.

José Luís Araújo disse...

A tal "onda irracional e irresponsável" de que fala o Dr. Peliteiro já está instalada na sociedade, basta ouvir aquilo que todos os dias as pessoas falam. Questionar pode e deve servir para esclarecer melhor, tirar dúvidas e é sempre melhor que a ignorância total.
Concordo plenamente que se deva confiar nas autoridades competente (principalmente no próprio médico de família), o problema são as contradições, para além dos factos referidos no post, também o facto da vacina ministrada em Portugal ter sido rejeitada em alguns países.

Angelo Sá disse...

Estadno eu no meio de "especialistas" apenas e só digo.
Eu não tomo !!

"O mal dos seres humanos, é que preferem ser arruinados pelos elogios, a ser salvo pelas críticas."