27 de agosto de 2009

Maré Alta de 26/08/2009

De regresso.

Cá estou de regresso à Maré Alta depois de ter falhado algumas edições. O intenso processo de preparação das candidaturas autárquicas e demais actividades do partido e alguns dias de descanso assim o abrigaram.
De regresso, nota-se que a propaganda para os próximos actos eleitorais tomaram conta de qualquer horizonte por todo o concelho, com principal evidência no centro da cidade, literalmente “poluída” por cartazes de grandes dimensões que demonstram com clareza o desespero perante a eventualidade de perderem a maioria absoluta e consequentemente o seu poder absoluto.
Já habitual, mas não menos escandaloso é o uso dos meios da Câmara Municipal como forma de promoção pessoal. Refiro-me concretamente ao boletim municipal que foi estrategicamente distribuído em duplicado pelos lares dos famalicenses e em que a promoção pessoal de Armindo Costa abafa qualquer informação relevante da Câmara no seu todo. Também o portal na Internet que é suposto ser do Cidadão mas que não passa de um outro meio de propaganda pessoal de Armindo Costa. Quem ali vai e não conheça a realidade fica com a sensação de que o concelho de V. N. de Famalicão é um paraíso e que a Câmara Municipal tem um desempenho excepcional. Até chegam ao cúmulo de se congratularem e darem destaque ás notícias da recuperação da produção da Continental Mabor, mas nunca tiveram uma única palavra que fosse no mesmo portal para com tantas pessoas que ficaram desempregadas nos últimos tempos que aquém a mesma Câmara não foi capaz de apoiar.
Acredito que os famalicenses irão ter isto em conta na hora de votar. As pessoas não se deixarão enganar mais uma vez com tantas promessas que se repetem a cada eleição.
Fundamental para os próximos quatro anos será o resultado das Autárquicas nas freguesias do concelho. Estas eleições poderão mudar muitas coisas e muitas freguesias, possibilitando ou não, novas opções de desenvolvimento e mais importante, o empenho de muitas pessoas que resolveram entrar na política para contribuírem para o desenvolvimento das suas terras.
O bairrismo é salutar quando é construtivo e honesto, mesmo quando nitidamente houve discriminação no tratamento das freguesias por parte da Câmara Municipal, espero que o bom senso e a elevação prevaleçam.
Quando o descrédito da classe política chegou a níveis preocupantes, a chegada de novas pessoas ao panorama da política local deverá ser uma oportunidade para uma renovação que a política tanto precisa e ao mesmo tempo, uma forma de as populações perceberem que nem tudo é mau na política e há muita gente disposta a contribuir para o desenvolvimento das suas freguesias e consequentemente do concelho.
Os tempos mudam, novas oportunidades de desenvolvimento colectivo surgem com estas eleições e se as populações forem exigentes na análise das candidaturas e dos programas apresentados, acredito que a democracia sairá muito mais fortalecida.



Crónica publicada no Jornal Opinião Pública em 26/08/2009

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"O mal dos seres humanos, é que preferem ser arruinados pelos elogios, a ser salvo pelas críticas."