4 de março de 2009

Mará Alta de 04/03/2009

10 Anos de Bloco de Esquerda

No passado dia 28 de Fevereiro, o Bloco de Esquerda comemorou o seu décimo aniversário. Aquele movimento a quem muitos profetizaram um rápido fracasso, cresceu e afirma-se hoje como uma alternativa efectiva e aquém um número cada vez maior de portugueses continuam a confiar.
O BE tem-se mantido fiel aos seus ideais e manifesta uma coragem e determinação na defesa de um socialismo dinâmico, que se adapta às constantes alterações da sociedade, sem condicionalismos e sem muros ideológicos, sempre defendendo os interesses e necessidades da população no seu todo. Para além disso, o Bloco permite e estimula o saudável debate interno como forma de estimular a participação e a procura de novas opções para o futuro do partido, das autarquias e do país.
A mais recente prova da importância que o BE tem hoje em Portugal é a forma como PS lhe fez violentos ataques no seu recente congresso de “culto ao chefe”. Quando os 2 maiores partidos, se manifestam cada vez mais parecidos, cada vez mais iguais, só um partido com determinação, coragem e capacidade do Bloco de Esquerda poderá representar uma janela de esperança para todos aqueles que acreditam numa democracia que proporcione uma maior justiça social e que seja capaz de restituir a confiança nas instituições, tão fortemente instrumentalizadas pelos maiores partidos.
O crescimento verificado pelo Bloco de Esquerda durante esta década, é motivo de satisfação para tod@s quantos são seus militantes ou apenas simpatizantes. No entanto, representa também uma enorme responsabilidade, uma vez que todos os estudos e sondagens demonstram que nos próximos actos eleitorais o BE poderá ter um aumento significativo nas votações. Será de esperar que o BE venha a desempenhar cargos executivos, nomeadamente em Câmaras Municipais. Essa situação irá representar uma profunda alteração na desenvolvimento democrático, ao contribuir para a não existência de maiorias absolutas, normalmente geradoras de autoritarismos, abusos e um visão unilateral de desenvolvimento.
Para que isso seja possível, é necessário que @s candidat@s do Bloco sejam capazes de merecer a confiança da população, estando preparados e motivados para defender os interesses dessas mesmas populações, com a determinação, vontade e coragem que caracterizam o BE. Hoje já verificamos com naturalidade as candidaturas do BE em concelhos e freguesias tradicionalmente governadas pelos partidos da direita conservadora. Isso representa, por um lado a credibilidade do partido, mas também uma profunda vontade de mudança de muitas populações cansadas de uma alternância de interesses tão prejudicial a um desenvolvimento sustentável, equilibrado e plural que se espera de uma democracia minimamente evoluída.
O desafio é grande para @s bloquistas, mas é-o também para quem acredita que a sociedade pode deixar de ser dominada por interesses de alguns, para contar com a participação de todos quantos são capazes de a melhorar.

Crónica publicada no Jornal Opinião Pública em 04/03/2009.

Sem comentários:

"O mal dos seres humanos, é que preferem ser arruinados pelos elogios, a ser salvo pelas críticas."