Apesar disso, manifesto aqui o meu agrado pelo empenho e pluralidade interna do BE representados no facto de existirem 4 moções a esta Convenção. Isto prova que o BE está devidamente consolidado, maduro e que continua a primar pelo respeito pelas diversas opiniões e correntes internas e que deverá implementar ainda mais esse factor com vista a um crescimento que corresponda às expectativas de cada vez mais portugueses e que venha, a prazo, a poder representar uma verdadeira alternativa de governação.
30 de março de 2011
VII Convenção do Bloco de Esquerda
Apesar disso, manifesto aqui o meu agrado pelo empenho e pluralidade interna do BE representados no facto de existirem 4 moções a esta Convenção. Isto prova que o BE está devidamente consolidado, maduro e que continua a primar pelo respeito pelas diversas opiniões e correntes internas e que deverá implementar ainda mais esse factor com vista a um crescimento que corresponda às expectativas de cada vez mais portugueses e que venha, a prazo, a poder representar uma verdadeira alternativa de governação.
23 de março de 2011
Maré Alta de 23/03/2011
A menor das crises
É evidente o desgaste, a incapacidade e o descrédito do actual Governo e é também evidente que o PSD está sedento de poder. Mas o pior que pode acontecer ao país é que uma crise política resulte numa simples mudança de intervenientes que continuem a implementar o mesmo tipo de receita em que se somam os sacrifícios exigidos ao povo.
Se o povo voltar a ter nas mãos o poder directo de mudança, que essa mudança seja efectiva e que se mude o tipo de política e não apenas as personagens.
É tempo de mudar as opções políticas. É tempo de termos governantes sem ligações aos grandes interesses económicos e financeiros, que tenham a coragem de aplicar uma justiça fiscal que equilibre as contas públicas sem atirar para a miséria uma considerável franja da população que vive já em grandes dificuldades.
Portugal precisa de quem tenha a visão de que as pessoas são sempre mais importantes que os mercados financeiros internacionais, que seja capaz de colocar o país em situação de não ter de andar sempre de chapéu na mão a hipotecar a nossa soberania junto dos grandes interesses europeus.
O povo não pode desperdiçar esta oportunidade de mudar o rumo do país, não estamos condenados a uma alternância de interesses entre os dois maiores partidos. Esse centrão já provou que não serve os interesses e as necessidades da grande maioria dos portugueses. O PS e o PSD com e sem o CDS, são os únicos responsáveis pelo atraso estrutural do país, são os únicos responsáveis por Portugal ser um país completamente dependente do exterior em todos os sectores. Mas o povo é também responsável por termos tido este tipo de políticas, uns por terem feito as suas escolhas e outros por não terem votado e permitido que outros tivessem escolhido por sí.
Não é uma utopia, mas antes uma necessidade, que o país seja governado sem o PS e PSD. Está nas mãos de todos nós acreditar nessa mudança necessária e termos a iniciativa de assumir todas as nossas responsabilidades pessoais e colectivas para ultrapassarmos esta complicada situação e conduzirmos o país a um futuro melhor para todos e não apenas para alguns.
13 de março de 2011
1000
11 de março de 2011
Recentes no Facebook
As crises favorecem sempre os mais ricos à custa da miséria dos mais pobres.
Mas terá que ser sempre assim??????
Pois, pois..... Vem agora tentar atirar para os outros a responsabilidade dos seus próprios erros.
Da próxima vez que discursar, que ponha legendas para não haver "interpretações abusivas"...
2 de março de 2011
Maré Alta 02/03/2011
26 de fevereiro de 2011
30 de janeiro de 2011
Donos do voto
26 de janeiro de 2011
Maré Alta 26/01/2011
Novas perspectivas para o futuro
O deputado Carlos Sousa tem vindo, nos últimos tempos, a defender publicamente a ideia de uma solução de governação de uma esquerda alargada de médio prazo para o Município de V. N. de Famalicão, que pudesse integrar o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda.
Em teoria, confesso que não me repugna a ideia de alguma forma de entendimento entre o PS e o BE e entendo que será benéfico para Famalicão se houver outras opções fortes de governação capazes de dar uma nova esperança aos famalicenses e que seja capaz de colocar Famalicão num patamar de desenvolvimento compatível com a importância do nosso concelho.
Para que isso pudesse acontecer, seria necessário reunir alguns factores importantes como: 1º - Que os dois partidos preparassem atempadamente os respectivos programas de médio prazo de forma abrangente, de abertura a toda a sociedade e que esses programas pudessem ser a génese de um projecto global aglutinador e mobilizador. 2º - Que, em ambos os partidos, fossem conhecidas, em tempo útil, as pessoas que pudessem vir a ser timoneiras desse desenvolvimento e cuja competência, idoneidade e compromisso sejam amplamente reconhecidos pel@s famalicenses. 3º - Os superiores interesses do Município teriam que estar acima de qualquer outro interesse partidário ou pessoal e que sobre isso não restasse a menor dúvida a quem quer que fosse. 4º - Esse entendimento partidário teria que estar assente num compromisso sério e num intransigente respeito institucional.
No passado, a experiencia de entendimento entre PS e BE na Câmara de Lisboa e a recente campanha eleitoral de Manuel Alegre para as presidenciais em V. N. de Famalicão, vieram demonstrar que é muito remota, para não dizer impossível, a hipótese de algum entendimento entre o PS e o BE, pelo menos enquanto os actuais dirigentes de ambos os partidos estiverem em funções. O BE não quer o poder pelo poder, nem o poder a qualquer preço. E nunca defenderemos um poder à moda do CDS/PP, nem aceitaremos qualquer tipo de submissão aos interesses de qualquer outro partido em nome de qualquer poder.
Como sempre disse, considerando os superiores interesses do nosso concelho e tendo em vista uma democracia mais participativa e plural, não sou apologista de maiorias absolutas, mas sim de um equilíbrio de poderes que, de uma forma responsável, seja capaz de colher diferentes visões sobre todos os aspectos do desenvolvimento e que seja capaz de gerar consensos suficientemente alargados, tanto das forças políticas, como de todas as instituições. De uma forma geral, toda a sociedade deve desempenhar o seu papel na escolha das melhores opções para o futuro colectivo e não ser apenas uma imposição de uma única pessoa ou mesmo de um único partido. A evolução da sociedade é demasiado dinâmica para ficarmos indefinidamente presos a conceitos demasiados centralizadores.
Nesse capítulo, todos nós, individual e colectivamente, temos ainda um longo caminho a percorrer.
Texto publicado no Jornal Opinião Pública em 26/01/2011

