13 de março de 2011

1000

Este é o post número 1000 (mil) deste blog.
Foi a 10 de Outubro de 2006 que comecei a publicar regularmente aqui neste meu blog que me leva ao mundo.
É certo que de há um ano a esta parte, o Facebook tem vindo a retirar conteúdos a este blog, mas este continua a ser o meu espaço mais importante na Internet. Aqui estão publicados todos os meus textos escritos na rubrica Maré Alta no jornal Opinião Pública, notas pessoais, pensamentos, posições políticas, imagens, etc.
 

11 de março de 2011

Recentes no Facebook

As crises favorecem sempre os mais ricos à custa da miséria dos mais pobres.
Mas terá que ser sempre assim??????
www.dn.pt
Apesar da crise, em 2010, o 'rei' da cortiça ficou 800 milhões de euros mais rico, enquanto o patrão da Jerónimo Martins viu os seus bens reforçados em 635 milhões, o que lhe deu entrada directa no pódio dos mais ricos em Portugal. Belmiro não ganhou nem perdeu.
 
Pois, pois..... Vem agora tentar atirar para os outros a responsabilidade dos seus próprios erros.
Da próxima vez que discursar, que ponha legendas para não haver "interpretações abusivas"...
 

2 de março de 2011

Maré Alta 02/03/2011

As gravatas não decidem

Conversava há alguns dias atrás com alguns amigos sobre a moção de censura que o Bloco de Esquerda vai apresentar e diziam-me que o BE não tem condições de vir a ser Governo em Portugal. Perguntei porquê, mas nenhuma razão plausível me foi apresentada que pudesse sustentar essa ideia.

Na falta de argumentos válidos, alguém disse que no Bloco não é hábito usar-se gravata. Mas será esse o factor mais importante para o exercício de funções governativas? Não me parece. 

Uma gravata poderá apenas proporcionar um ambiente mais formal e, eventualmente, dar maior confiança a quem a usa. No entanto, as gravatas não decidem, não fazem com que os seus portadores sejam mais ou menos competentes, tenham esta ou aquela visão sobre os destinos de um país ou de um município. No mundo dos negócios, como na política há muitos exemplos de que uma forma mais informal de vestir não é impedimento para um bom e efectivo desempenho de organizações e pessoas, muito pelo contrário.

O Bloco de Esquerda é formado por um amplo leque de pessoas das mais variadas origens académicas, profissionais e sociais. Há no Bloco, homens e mulheres, jovens e mais velhos, por todo o país, com formação superior, doutoramentos e mestrados, nas mais variadas áreas de conhecimento e dispostos a dar o seu melhor para construir um país melhor para todos. Mas no Bloco também há homens e mulheres com outros diferentes graus de formação, mas com uma experiencia profissional e de vida capazes de trazer às decisões políticas uma proximidade muito maior da realidade da vida da grande maioria dos portugueses.

Um município ou o país não tem forçosamente que ser governado por uns fulanos muito bem vestidos e que se perfilam politicamente em função de interesses muitas vezes criticáveis, mas cujo desempenho tem levado ao ponto a que agora chegamos. 

É urgente deixar de lado determinados preconceitos sem sentido e pensar que a responsabilidade do nosso destino colectivo também é nossa e que as nossas decisões também são importantes. Não basta dizer mal dos políticos em geral e continuar a considerar apenas velhos padrões cujos resultados todos conhecemos.
Esta é a hora de mudar de mentalidade e ser mais exigente com quem tem a incumbência de governar, mas é também tempo de pensarmos que podemos, nós próprios, colocar os nossos conhecimentos e a nossa disponibilidade ao serviço de todos. Se tantos de nós o fazemos no associativismo, na solidariedade, na religião, na arte e em tantas outras actividades, façamo-lo também na política, de uma forma autêntica e sobrepondo elevando sempre os interesses colectivos a quaisquer outros. Aí, certamente, teremos uma sociedade muito melhor, quando o valor das propostas e das ideias for mais importante que a aparência.

Nestes tempos de maiores dificuldades, deixemos de lado preconceitos e estereótipos retrógrados e tomemos os nossos destinos nas próprias mãos, sem medos e com toda a responsabilidade.

Crónica publicada no jornal Opinião Pública de 02/03/2011

30 de janeiro de 2011

Donos do voto

Por altura das eleições autárquicas, numa entrevista no Cidade Hoje rádio/jornal, tive a ocasião de dizer que o único voto com que eu contava para essas eleições era o meu. Vem isto a propósito de várias pessoas terem vindo a dizer que Manuel Alegre perdeu votos em relação a 2006 e que o apoio do PS e do BE subtraíram votos em vez de os aumentar.
Para mim, Manuel Alegre não era dono do voto de ninguém, nem ele nem qualquer outro candidato. Todos os votos têm que ser conquistados e é um erro de muitos políticos pensarem que há votos garantidos à partida e desprezam o contacto directo com as pessoas, como se as televisões fossem suficientes para convencer as pessoas a votar.
Ir para a rua, como eu e outros fomos, falar com as pessoas olhos nos olhos, ouvir o que lhes vai na alma mesmo que não nos seja agradável de ouvir, é a maneira mais genuína de fazer política.
De Show Off estão as pessoas fartas.





26 de janeiro de 2011

Maré Alta 26/01/2011

Novas perspectivas para o futuro

O deputado Carlos Sousa tem vindo, nos últimos tempos, a defender publicamente a ideia de uma solução de governação de uma esquerda alargada de médio prazo para o Município de V. N. de Famalicão, que pudesse integrar o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda.

Em teoria, confesso que não me repugna a ideia de alguma forma de entendimento entre o PS e o BE e entendo que será benéfico para Famalicão se houver outras opções fortes de governação capazes de dar uma nova esperança aos famalicenses e que seja capaz de colocar Famalicão num patamar de desenvolvimento compatível com a importância do nosso concelho.

Para que isso pudesse acontecer, seria necessário reunir alguns factores importantes como: 1º - Que os dois partidos preparassem atempadamente os respectivos programas de médio prazo de forma abrangente, de abertura a toda a sociedade e que esses programas pudessem ser a génese de um projecto global aglutinador e mobilizador. 2º - Que, em ambos os partidos, fossem conhecidas, em tempo útil, as pessoas que pudessem vir a ser timoneiras desse desenvolvimento e cuja competência, idoneidade e compromisso sejam amplamente reconhecidos pel@s famalicenses. 3º - Os superiores interesses do Município teriam que estar acima de qualquer outro interesse partidário ou pessoal e que sobre isso não restasse a menor dúvida a quem quer que fosse. 4º - Esse entendimento partidário teria que estar assente num compromisso sério e num intransigente respeito institucional.

No passado, a experiencia de entendimento entre PS e BE na Câmara de Lisboa e a recente campanha eleitoral de Manuel Alegre para as presidenciais em V. N. de Famalicão, vieram demonstrar que é muito remota, para não dizer impossível, a hipótese de algum entendimento entre o PS e o BE, pelo menos enquanto os actuais dirigentes de ambos os partidos estiverem em funções. O BE não quer o poder pelo poder, nem o poder a qualquer preço. E nunca defenderemos um poder à moda do CDS/PP, nem aceitaremos qualquer tipo de submissão aos interesses de qualquer outro partido em nome de qualquer poder.

Como sempre disse, considerando os superiores interesses do nosso concelho e tendo em vista uma democracia mais participativa e plural, não sou apologista de maiorias absolutas, mas sim de um equilíbrio de poderes que, de uma forma responsável, seja capaz de colher diferentes visões sobre todos os aspectos do desenvolvimento e que seja capaz de gerar consensos suficientemente alargados, tanto das forças políticas, como de todas as instituições. De uma forma geral, toda a sociedade deve desempenhar o seu papel na escolha das melhores opções para o futuro colectivo e não ser apenas uma imposição de uma única pessoa ou mesmo de um único partido. A evolução da sociedade é demasiado dinâmica para ficarmos indefinidamente presos a conceitos demasiados centralizadores.

Nesse capítulo, todos nós, individual e colectivamente, temos ainda um longo caminho a percorrer.

Texto publicado no Jornal Opinião Pública em 26/01/2011

18 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011


No dia de campanha que Manuel Alegre dedicou ao distrito de Braga, vivi momentos bastante antagónicos. 
Por um lado, a forma calorosa com que a cidade de Braga recebeu o candidato faz acreditar que está ao nosso alcance a possibilidade de uma segunda volta. O contacto directo com o poeta/candidato confirmou-me que fiz a escolha certa na hora em que me decidi apoiar a sua candidatura e que este é o homem que melhor pode lutar e defender os valores que eu defendo e acredito.

Por outro lado, fiquei muito triste com a maneira como decorreu a passagem do candidato por Vila Nova de Famalicão. Apesar das adversas condições climatéricas, foi muito significativa a quantidade de pessoas que esperaram Alegre. Mas a iniciativa simbólica da homenagem a Bernardino Machado (e também a visita à Associação de Moradores das Lameiras que estava prevista e que acabou por não se realizar) merecia outra atenção por parte de toda a organização da campanha. Várias pessoas manifestaram-me a sua tristeza por não terem tido a possibilidade de o cumprimentar e por ter sido demasiado rápida a sua passagem por cá.
O povo, que tantas vezes é invocado nesta campanha, precisa de contactar de uma forma mais próxima com os candidatos e com os políticos, precisa de olhar nos seus olhos e poder questionar, desabafar, sugerir. Quando falo de povo, não me refiro apenas ao povo que é militante dos partidos e que naturalmente está mais próximo das campanhas, refiro-me ao povo anónimo a quem é preciso chegar e que merece essa oportunidade de falar de perto e pessoalmente com quem se propõe assumir tão altas responsabilidades.

O candidato deve ir ao encontro do povo e não o contrário.

17 de janeiro de 2011

Para pensar 75

"Este fim-de-semana tivemos uma novidade, que foi Cavaco Silva pedir que se cortem os salários de todos os trabalhadores, no público e no privado. Esta ideia de curar a economia através do corte dos salários, da austeridade que destrói a vida das pessoas, é a essência desta campanha eleitoral da direita"
Francisco Louçã, no i
"O mal dos seres humanos, é que preferem ser arruinados pelos elogios, a ser salvo pelas críticas."