18 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011


No dia de campanha que Manuel Alegre dedicou ao distrito de Braga, vivi momentos bastante antagónicos. 
Por um lado, a forma calorosa com que a cidade de Braga recebeu o candidato faz acreditar que está ao nosso alcance a possibilidade de uma segunda volta. O contacto directo com o poeta/candidato confirmou-me que fiz a escolha certa na hora em que me decidi apoiar a sua candidatura e que este é o homem que melhor pode lutar e defender os valores que eu defendo e acredito.

Por outro lado, fiquei muito triste com a maneira como decorreu a passagem do candidato por Vila Nova de Famalicão. Apesar das adversas condições climatéricas, foi muito significativa a quantidade de pessoas que esperaram Alegre. Mas a iniciativa simbólica da homenagem a Bernardino Machado (e também a visita à Associação de Moradores das Lameiras que estava prevista e que acabou por não se realizar) merecia outra atenção por parte de toda a organização da campanha. Várias pessoas manifestaram-me a sua tristeza por não terem tido a possibilidade de o cumprimentar e por ter sido demasiado rápida a sua passagem por cá.
O povo, que tantas vezes é invocado nesta campanha, precisa de contactar de uma forma mais próxima com os candidatos e com os políticos, precisa de olhar nos seus olhos e poder questionar, desabafar, sugerir. Quando falo de povo, não me refiro apenas ao povo que é militante dos partidos e que naturalmente está mais próximo das campanhas, refiro-me ao povo anónimo a quem é preciso chegar e que merece essa oportunidade de falar de perto e pessoalmente com quem se propõe assumir tão altas responsabilidades.

O candidato deve ir ao encontro do povo e não o contrário.

17 de janeiro de 2011

Para pensar 75

"Este fim-de-semana tivemos uma novidade, que foi Cavaco Silva pedir que se cortem os salários de todos os trabalhadores, no público e no privado. Esta ideia de curar a economia através do corte dos salários, da austeridade que destrói a vida das pessoas, é a essência desta campanha eleitoral da direita"
Francisco Louçã, no i

3 de janeiro de 2011

O nosso dinheiro, Orçamento Municipal 2011 - 1

Com a quadra festiva e o pouquíssimo destaque que a imprensa local deu ao assunto, quase ninguém se apercebeu que foi discutido e aprovado, nos passados dias 20 e 21 de Dezembro, o Orçamento Municipal de Vila Nova de Famalicão para o ano que agora começa.
O Bloco de Esquerda votou contra o documento e pessoalmente entendo que é o pior orçamento dos últimos anos. São muitas as razões que me levaram a votar contra e que merecem uma especial atenção por parte de todos os(as) famalicenses de todos os partidos. Para além das diferentes visões sobre as opções de desenvolvimento e de aplicação dos dinheiros públicos num tempo de especial crise como o que agora vivemos, este documento revela situações deveras preocupantes: em rubricas de despesas como Outros, Outros bens, Outros Serviços e Outros Serviços Especializados soma-se, no total, um valor que ronda os 8 Milhões de euros, sendo que, numa única rubrica, está inscrito um valor superior a 4 milhões e 200 mil euros. Como não nos é possível saber com rigor o destino destas verbas, questionamos directamente e por mais que uma vez o senhor presidente da Câmara Municipal, mas ficamos sem resposta.
As despesas com o Parque da Devesa, inicialmente orçadas em cerca de 12 Milhões de euros, surgem no plano Pluri-anual (até 2013) com um valor superior a 19 milhões. Nenhuma justificação nos foi dada para esta derrapagem.

Se juntarmos a isto, o facto de haver, em relação a 2010, um aumento de 25% nas despesas em publicidade, 73,3% em software, 21% em estudos, pareceres, projectos e consultadoria; é razão para todos ficarmos muito preocupados.

15 de dezembro de 2010

O nosso dinheiro, Orçamento Municipal 2011

O Povo Famalicense António Cândido Oliveira - Orçamento2011

No jornal O Povo Famalicense desta semana, o ilustre professor António Cândido de Oliveira escreve a propósito do Orçamento Municipal para 2011, que não há qualquer discussão pública acerca do documento e faz referência direta aos deputados municipais por nada escreverem a esse respeito.

Na parte que me toca, até concordo que poderia e até deveria haver discussão pública sobre o assunto, mas, como deputado municipal, entendo que essa discussão deve ser feita em sede própria. Neste momento está a ser discutido dentro do BE e na próxima reunião da Assembleia Municipal iremos lá apresentar e defender a nossa posição. Se depois a comunicação social não fizer eco suficiente sobre o assunto, é algo que já me ultrapassa.

Para ajudar a que mais pessoas possam ter opinião sobre o Orçamento, lembro que o mesmo está acessível no portal do Município.

26 de outubro de 2010

Dos outros 88

“Que este homem [Cavaco Silva], que foi o político profissional com mais tempo no ativo para a minha geração, continue a fingir que nada tem a ver com o estado em que estamos e se continue a apresentar com alguém que está acima da política é coisa que não deixa de me espantar. Ele é a política em tudo que ela falhou. É o símbolo mais evidente de tantos anos perdidos.”

Daniel Oliveira

"O mal dos seres humanos, é que preferem ser arruinados pelos elogios, a ser salvo pelas críticas."