A Variante poente.
Tem sido tema de algum interesse nos últimos dias a discussão em torno da construção da Variante Poente em V. N. de Famalicão e que terá ligação ao concelho vizinhos da Trofa e Maia e Santo Tirso.
Aparte da birra de Armindo Costa pelo facto do projecto ter sido tornado público em primeiro lugar pela Câmara da Trofa, tirando-lhe o oportunidade de brilhar numa apresentação pomposa de que é especialista e das respostas também inflamadas de representantes do Partido Socialista aos desabafos do edil famalicense, esta obra não deixa de ser importante para a região, muito para além de qualquer interesse político-partidário.
Pecará por tardia, tendo em conta o permanente e crónico congestionamento da Nacional 14, fruto da falta de alternativas capazes de dar resposta a necessidades de acessibilidades, nomeadamente por parte do tecido industrial de toda esta região. Quando comparada a região da Grande Lisboa com do Grande Porto, verifica-se que há muito que esta via deveria estar feita, quanto mais não seja por uma questão de equilíbrio dos factores de desenvolvimento que o Estado deveria ter.
Que a obra é necessária e urgente, penso que ninguém terá dúvidas. Já em relação ao seu trajecto, implicações em termos ambientais e mesmo sociais, as opiniões já podem divergir. Poderemos também equacionar os benefícios versus malefícios da existência de uma ligação mais rápida em termos de fluxos de pessoas e as implicações demográficas que daí resultarão.
Sobre esta vertente, penso que é oportuno não esquecer que se continua a privilegiar os automóveis e não tanto os transportes colectivos, nomeadamente o comboio. Uma vez que esta nova via concorre quase directamente com a linha do Minho, pode acontecer que haja quem possa deixar de utilizar o comboio para, por comodidade, passar a usar o carro para se deslocar.
Este cenário deverá ser equacionado e tem que continuar o investimento para conseguir optimizar e potencializar ainda mais a ligação ferroviária entre o Porto, Famalicão e Braga. Esta preocupação não deve cingir-se apenas às empresas responsáveis pelo caminho-de-ferro, mas deve ser extensível às câmaras municipais para criem condições de acessibilidades às respectivas estações com o objectivo de facilitar e promover o uso dos transportes colectivos.
Se isto não for feito, corremos o risco de, daqui a pouco tempo, virmos a ter a nova variante igualmente saturada tal como a Nacional 14 e assistirmos a uma redução de utilizadores dos transportes colectivos, com os consequentes prejuízos ambientais e económicos que isso representa.
Aparte da birra de Armindo Costa pelo facto do projecto ter sido tornado público em primeiro lugar pela Câmara da Trofa, tirando-lhe o oportunidade de brilhar numa apresentação pomposa de que é especialista e das respostas também inflamadas de representantes do Partido Socialista aos desabafos do edil famalicense, esta obra não deixa de ser importante para a região, muito para além de qualquer interesse político-partidário.
Pecará por tardia, tendo em conta o permanente e crónico congestionamento da Nacional 14, fruto da falta de alternativas capazes de dar resposta a necessidades de acessibilidades, nomeadamente por parte do tecido industrial de toda esta região. Quando comparada a região da Grande Lisboa com do Grande Porto, verifica-se que há muito que esta via deveria estar feita, quanto mais não seja por uma questão de equilíbrio dos factores de desenvolvimento que o Estado deveria ter.
Que a obra é necessária e urgente, penso que ninguém terá dúvidas. Já em relação ao seu trajecto, implicações em termos ambientais e mesmo sociais, as opiniões já podem divergir. Poderemos também equacionar os benefícios versus malefícios da existência de uma ligação mais rápida em termos de fluxos de pessoas e as implicações demográficas que daí resultarão.
Sobre esta vertente, penso que é oportuno não esquecer que se continua a privilegiar os automóveis e não tanto os transportes colectivos, nomeadamente o comboio. Uma vez que esta nova via concorre quase directamente com a linha do Minho, pode acontecer que haja quem possa deixar de utilizar o comboio para, por comodidade, passar a usar o carro para se deslocar.
Este cenário deverá ser equacionado e tem que continuar o investimento para conseguir optimizar e potencializar ainda mais a ligação ferroviária entre o Porto, Famalicão e Braga. Esta preocupação não deve cingir-se apenas às empresas responsáveis pelo caminho-de-ferro, mas deve ser extensível às câmaras municipais para criem condições de acessibilidades às respectivas estações com o objectivo de facilitar e promover o uso dos transportes colectivos.
Se isto não for feito, corremos o risco de, daqui a pouco tempo, virmos a ter a nova variante igualmente saturada tal como a Nacional 14 e assistirmos a uma redução de utilizadores dos transportes colectivos, com os consequentes prejuízos ambientais e económicos que isso representa.