Nada melhor para começar a semana que um duplo aniversário. Recordo aqui o que escrevi no dia de hoje há 2 anos atrás, mudando os números, continua bem actual.
P. S.: O meu filho não faz anos hoje, eu faço 39 anos de idade e 13 de casado. O meu filho só faz em Junho, mas já ficam entregues....
1 de fevereiro de 2010
27 de janeiro de 2010
Maré Alta de 27/01/2010
A Variante poente.
Tem sido tema de algum interesse nos últimos dias a discussão em torno da construção da Variante Poente em V. N. de Famalicão e que terá ligação ao concelho vizinhos da Trofa e Maia e Santo Tirso.
Aparte da birra de Armindo Costa pelo facto do projecto ter sido tornado público em primeiro lugar pela Câmara da Trofa, tirando-lhe o oportunidade de brilhar numa apresentação pomposa de que é especialista e das respostas também inflamadas de representantes do Partido Socialista aos desabafos do edil famalicense, esta obra não deixa de ser importante para a região, muito para além de qualquer interesse político-partidário.
Pecará por tardia, tendo em conta o permanente e crónico congestionamento da Nacional 14, fruto da falta de alternativas capazes de dar resposta a necessidades de acessibilidades, nomeadamente por parte do tecido industrial de toda esta região. Quando comparada a região da Grande Lisboa com do Grande Porto, verifica-se que há muito que esta via deveria estar feita, quanto mais não seja por uma questão de equilíbrio dos factores de desenvolvimento que o Estado deveria ter.
Que a obra é necessária e urgente, penso que ninguém terá dúvidas. Já em relação ao seu trajecto, implicações em termos ambientais e mesmo sociais, as opiniões já podem divergir. Poderemos também equacionar os benefícios versus malefícios da existência de uma ligação mais rápida em termos de fluxos de pessoas e as implicações demográficas que daí resultarão.
Sobre esta vertente, penso que é oportuno não esquecer que se continua a privilegiar os automóveis e não tanto os transportes colectivos, nomeadamente o comboio. Uma vez que esta nova via concorre quase directamente com a linha do Minho, pode acontecer que haja quem possa deixar de utilizar o comboio para, por comodidade, passar a usar o carro para se deslocar.
Este cenário deverá ser equacionado e tem que continuar o investimento para conseguir optimizar e potencializar ainda mais a ligação ferroviária entre o Porto, Famalicão e Braga. Esta preocupação não deve cingir-se apenas às empresas responsáveis pelo caminho-de-ferro, mas deve ser extensível às câmaras municipais para criem condições de acessibilidades às respectivas estações com o objectivo de facilitar e promover o uso dos transportes colectivos.
Se isto não for feito, corremos o risco de, daqui a pouco tempo, virmos a ter a nova variante igualmente saturada tal como a Nacional 14 e assistirmos a uma redução de utilizadores dos transportes colectivos, com os consequentes prejuízos ambientais e económicos que isso representa.
Aparte da birra de Armindo Costa pelo facto do projecto ter sido tornado público em primeiro lugar pela Câmara da Trofa, tirando-lhe o oportunidade de brilhar numa apresentação pomposa de que é especialista e das respostas também inflamadas de representantes do Partido Socialista aos desabafos do edil famalicense, esta obra não deixa de ser importante para a região, muito para além de qualquer interesse político-partidário.
Pecará por tardia, tendo em conta o permanente e crónico congestionamento da Nacional 14, fruto da falta de alternativas capazes de dar resposta a necessidades de acessibilidades, nomeadamente por parte do tecido industrial de toda esta região. Quando comparada a região da Grande Lisboa com do Grande Porto, verifica-se que há muito que esta via deveria estar feita, quanto mais não seja por uma questão de equilíbrio dos factores de desenvolvimento que o Estado deveria ter.
Que a obra é necessária e urgente, penso que ninguém terá dúvidas. Já em relação ao seu trajecto, implicações em termos ambientais e mesmo sociais, as opiniões já podem divergir. Poderemos também equacionar os benefícios versus malefícios da existência de uma ligação mais rápida em termos de fluxos de pessoas e as implicações demográficas que daí resultarão.
Sobre esta vertente, penso que é oportuno não esquecer que se continua a privilegiar os automóveis e não tanto os transportes colectivos, nomeadamente o comboio. Uma vez que esta nova via concorre quase directamente com a linha do Minho, pode acontecer que haja quem possa deixar de utilizar o comboio para, por comodidade, passar a usar o carro para se deslocar.
Este cenário deverá ser equacionado e tem que continuar o investimento para conseguir optimizar e potencializar ainda mais a ligação ferroviária entre o Porto, Famalicão e Braga. Esta preocupação não deve cingir-se apenas às empresas responsáveis pelo caminho-de-ferro, mas deve ser extensível às câmaras municipais para criem condições de acessibilidades às respectivas estações com o objectivo de facilitar e promover o uso dos transportes colectivos.
Se isto não for feito, corremos o risco de, daqui a pouco tempo, virmos a ter a nova variante igualmente saturada tal como a Nacional 14 e assistirmos a uma redução de utilizadores dos transportes colectivos, com os consequentes prejuízos ambientais e económicos que isso representa.
26 de janeiro de 2010
25 de janeiro de 2010
Agora não sou eu que o digo.
“Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, diz que a Gripe A foi uma falsa pandemia e que é “um dos maiores escândalos médicos do século.” e diz ainda que “o diagnóstico era falso e custou muito dinheiro.”
23 de janeiro de 2010
Dos outros 79
O casamento civil não é o mesmo que o matrimónio; é uma instituição laica, sustentada por uma comunidade política fundada nos valores da igualdade, liberdade e fraternidade; não na fé, na esperança e na caridade.
João Galamba (Jugular)
21 de janeiro de 2010
Benefícios da actividade física.
Se outras vantagens não houvesse, esta seria suficiente para uma corrida diária, ou no mínimo semanal.
19 de janeiro de 2010
18 de janeiro de 2010
A gente não lê
Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
Rogar a Deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão
Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialecto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
E do resto entender mal
Soletrar assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz
Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de lezítia
De boca em boca passar o saber
Com os provérbios que ficam na gíria
De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira
Agita-se a solidão cá no fundo
Fica-se sentado à soleira
A ouvir os ruídos do mundo
E a entendê-los à nossa maneira
Carregar a superstição
De ser pequeno ser ninguém
E nã quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vem
Que escuro vai dentro de nós
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
Rogar a Deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão
Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialecto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
E do resto entender mal
Soletrar assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz
Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de lezítia
De boca em boca passar o saber
Com os provérbios que ficam na gíria
De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira
Agita-se a solidão cá no fundo
Fica-se sentado à soleira
A ouvir os ruídos do mundo
E a entendê-los à nossa maneira
Carregar a superstição
De ser pequeno ser ninguém
E nã quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vem
Rui Veloso
Composição: Carlos Tê / Rui Veloso
Subscrever:
Mensagens (Atom)