“Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, diz que a Gripe A foi uma falsa pandemia e que é “um dos maiores escândalos médicos do século.” e diz ainda que “o diagnóstico era falso e custou muito dinheiro.”
25 de janeiro de 2010
23 de janeiro de 2010
Dos outros 79
O casamento civil não é o mesmo que o matrimónio; é uma instituição laica, sustentada por uma comunidade política fundada nos valores da igualdade, liberdade e fraternidade; não na fé, na esperança e na caridade.
João Galamba (Jugular)
21 de janeiro de 2010
Benefícios da actividade física.
Se outras vantagens não houvesse, esta seria suficiente para uma corrida diária, ou no mínimo semanal.
19 de janeiro de 2010
18 de janeiro de 2010
A gente não lê
Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
Rogar a Deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão
Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialecto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
E do resto entender mal
Soletrar assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz
Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de lezítia
De boca em boca passar o saber
Com os provérbios que ficam na gíria
De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira
Agita-se a solidão cá no fundo
Fica-se sentado à soleira
A ouvir os ruídos do mundo
E a entendê-los à nossa maneira
Carregar a superstição
De ser pequeno ser ninguém
E nã quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vem
Que escuro vai dentro de nós
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
Rogar a Deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão
Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialecto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
E do resto entender mal
Soletrar assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz
Aí senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de lezítia
De boca em boca passar o saber
Com os provérbios que ficam na gíria
De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira
Agita-se a solidão cá no fundo
Fica-se sentado à soleira
A ouvir os ruídos do mundo
E a entendê-los à nossa maneira
Carregar a superstição
De ser pequeno ser ninguém
E nã quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vem
Rui Veloso
Composição: Carlos Tê / Rui Veloso16 de janeiro de 2010
15 de janeiro de 2010
Para pensar 70
“Sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade.”
Elmer Letterman
13 de janeiro de 2010
Maré Alta de 13/01/2010
Mais seis meses de subsídio de desemprego.
Depois de algumas semanas sem escrever, eis-me aqui de novo aproveitando estas linhas que o Opinião Pública gentilmente nos disponibiliza.
Iniciamos já mais um ano e com ele muita esperança de que tudo mude para melhor, mas também alguma expectativa de como evoluirá a situação económica e social do país. Com efeito, o actual número de desempregados representa já uma imensa catástrofe social, da qual ninguém pode ficar indiferente. São já cerca de 600 mil desempregados, sem contar com mais de 100 mil que já nem são registados nas estatísticas. Quando a crise económica começa a dar sinais de melhorar, a crise social tende a piorar ainda mais.
Há cerca de um ano atrás, o Bloco de Esquerda apresentou uma proposta com medidas de excepcionais de combate há crise e ao desemprego para as regiões do Vale do Ave e Cávado. O PS chumbou essas propostas alegando que não “fazia sentido” avançar com medidas extemporâneas sobre cenários de aumento do desemprego. Infelizmente, esse é o cenário que agora vivemos e que Sócrates não foi capaz de prever.
Agora, mais duque nunca, tomar medidas excepcionais é uma urgência social e a alteração das regras da atribuição do subsídio de desemprego deverá ser a primeira medida a implementar para fazer face ao drama social que se abate sobre milhares de desempregado que estão em risco de ficarem se qualquer fonte de rendimento. Por isso, o Bloco de Esquerda pretende o aumento do tempo de subsídio de desemprego em mais seis meses.
Esta medida irá representar um esforço financeiro de cerca 300 milhões de euros e constitui um acto da mais elementar justiça para com aqueles e aquelas que ficaram sem emprego e que estão prestes a ficar também sem subsídio.
Um pouco de rigor orçamentar facilmente comportará esta despesa adicional e que apenas depende da boa vontade dos governantes. Afinal o Estado já aplicou tantos milhões de euros dos nossos impostos para salvar o BPN, em derrapagens nas despesas de tantas obras públicas, em estudos e pareceres, que é agora a vez dos simples cidadãos mais carenciados sentiram a mão do Estado nas alturas de maior dificuldade.
Com o objectivo de sentir a verdadeira situação dos portugueses, o Bloco de Esquerda está de novo na rua, recolhendo assinaturas para uma petição que possibilite a apresentação destas propostas na Assembleia da Republica. Em todos os concelhos, estaremos presentes com esta iniciativa, unindo forças para que estas medidas se concretizem.
O tempo das promessas já passou, agora é tempo de acção, de concretizar essas mesmas promessas. Brevemente estaremos em contacto directo com os e as famalicenses para que sejamos cada vez mais a lutar por mais e melhores apoios sociais.
Convido todos a assinarem esta petição em www.befamalicao.com.
Crónica publicada no Jornal Opinião Pública de 13/01/2010
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